Coloque os clientes em primeiro lugar com o mapeamento da história do usuário

By Kate Eby | 15 de June de 2018 (updated 23 de March de 2024)

Técnicas criativas e inspiradas centradas no cliente, como o mapeamento da história do usuário, impulsionam a metodologia de desenvolvimento Ágil e a Enxuta. O mapa da história do usuário Ágil é uma abordagem visual que “mostra” mais do que “conta” o processo de mover uma trama ou um produto adiante por meio de um processo ou caso de uso definido — muito parecido com o storyboarding usado no cinema. E é comprovado que funciona. Seja o produto O Rei Leão ou um novo sistema de ponto de serviço (POS), o mapa da história do usuário é um elemento-chave na definição e construção de um produto de alto valor para o usuário final.

Este artigo cobrirá os elementos do mapeamento da história do usuário como um processo integral de experiência do usuário (UX). Ao visualizar um projeto pelo prisma da jornada do cliente ou usuário, segundo Jeff Patton, autor de User Story Mapping, “o mapeamento da história mantém nosso foco nos usuários e em sua experiência, e o resultado é uma conversa melhor e, finalmente, um produto melhor”.

O que é mapeamento da história do usuário?

O mapeamento da história do usuário foi definido pela primeira vez para o desenvolvimento Ágil e Enxuto em 2005 e é discutido no livro User Story Mapping, de Jeff Patton. A “ideia muito simples” permite que uma equipe ou organização visualize o produto do ponto de vista do usuário. As histórias de usuários representam a experiência do cliente à medida que ele considera seu produto. Essas histórias de usuários fornecem contexto a recursos novos ou que precisam de aprimoramento. Conforme esses recursos são aprovados para desenvolvimento, são adicionados ao backlog do produto e priorizados.

Uma reclamação comum em relação aos backlogs do produto é que desenvolvedores e gerentes de produtos perdem de vista o quadro geral. As histórias de usuários oferecem uma apresentação visual dinâmica e útil de cenários típicos de casos de uso do cliente.

Benefícios das histórias de usuário

De acordo com Jeff Patton, um mapa de história de usuário pode ser desenvolvido por apenas uma pessoa, mas isso nega os principais benefícios que vêm da participação da equipe. Cada participante, incluindo gerentes de produto e designers, encontrará valor no que os outros membros da equipe (marketing, vendas e atendimento ao cliente) trazem à mesa. O processo fornece insights reveladores que melhoram a capacidade de atender os clientes.

Por exemplo, as partes interessadas de operações e finanças têm uma visão de como obter o retorno sobre investimento máximo ao incluir recursos. E um número crescente de especialistas em design de UX está estudando as mudanças de gostos e atitudes dos clientes. Mesmo os próprios usuários podem participar pessoalmente, por meio de pesquisas ou relatórios escritos. A participação coletiva pode tirar grande parte do trabalho de adivinhação do que é importante e do que deve ser deixado para versões futuras. O mapeamento da história do usuário é uma atividade orientada por equipes com benefícios, incluindo o seguinte:

  • desenvolver um produto melhor e mais centrado no usuário;
  • representar as necessidades e expectativas do usuário;
  • concentrar as equipes de desenvolvimento de produtos em recursos que proporcionam valor e melhoria ao cliente;
  • facilitar o processo de priorização;
  • gerar requisitos de recurso;
  • permitir a entrega de lançamentos incrementais, com antecedência e frequência;
  • expor barreiras e riscos;
  • desenvolver a colaboração em equipe;
  • definir expectativas realistas com clientes e partes interessadas;
  • medir a intensidade do trabalho necessário para desenvolver um recurso.

Quando o mapeamento da história do usuário é útil?

As aplicações mais comuns do mapeamento da história do usuário estão em projetos de desenvolvimento de software, planejamento de lançamento e construção de um backlog do produto. Muitas vezes, uma equipe de desenvolvimento é desafiada a desenvolver um produto mínimo viável (MVP), que é composto pelo menor número de recursos, mas ainda entrega valor ao cliente. Patton usa a analogia de que os carros precisam de transmissão e freios, enquanto melhorias adicionais dependem do objetivo da criação.

O processo de mapeamento da história do usuário é estruturado para estimular conversas sobre o que incluir e o que deixar de fora de uma versão de software. O mapeamento da história do usuário oferece às equipes oportunidades de engajamento para discutirem as necessidades e expectativas dos clientes, ouvirem experiências ou ideias diferentes e construírem uma estrutura lógica para executar o trabalho e planejar lançamentos. Itens de backlog (histórias de usuário, recursos ou requisitos) são priorizados com base nas necessidades do usuário e não no que o desenvolvedor acha importante. As equipes podem então adicionar itens aos sprints de desenvolvimento e fornecer expectativas de cronograma às partes interessadas.

Zane Bond, gerente sênior de produtos da Alert Logic, teve sucesso trabalhando com o mapeamento da história do usuário para um grande recurso estratégico. “Nosso grupo era composto por líderes de engenheiros de produtos e especialistas no assunto. Os representantes do produto descreveram o problema a ser resolvido e os especialistas ofereceram uma riqueza de ideias e contexto. Tudo isso foi capturado em notas adesivas. O processo garantiu que todos entendessem o recurso e o objetivo, a jornada do usuário estivesse clara e pudéssemos ver diferentes perspectivas e alternativas. Ao final, conseguimos eliminar soluções inviáveis e simplificar o escopo e o esforço enquanto ainda atendemos às principais necessidades.”

Mapas de histórias de usuários são centrados na equipe

O mapeamento da história do usuário é uma ótima ferramenta para desenvolver uma compreensão unificada de como os recursos do seu produto devem funcionar. A capacidade de desenvolver uma história consistente envolve uma equipe de diversas partes interessadas empresariais e de usuários clientes. A equipe pode incluir os seguintes participantes:

  • gerente/proprietário do produto;
  • desenvolvedores/engenheiros;
  • representantes de vendas;
  • desenvolvedores de UI/UX;
  • representantes de atendimento técnico/ao cliente;
  • analistas de negócios;
  • profissionais do marketing/marketing do produto;
  • finanças;
  • jurídico;
  • usuários.

Práticas recomendadas do mapeamento da história do usuário

O formato do mapeamento da história do usuário depende da estrutura de cada empresa e equipe, mas muitas vezes começa reunindo uma equipe de especialistas (SME) em uma sala de conferências e fornecendo-lhes ferramentas básicas: papel, pincel atômico, quadro branco, post-its e uma câmera. As equipes podem usar essas ferramentas para anotar informações sobre usuários, recursos ou etapas do processo.

A primeira etapa convida todos a participar de uma dinâmica de grupo. É essencial identificar os usuários, seus problemas e como eles interagem com o produto. Os participantes que interagem com os clientes oferecem grande valor a esse processo.

Um roteiro simples pode ser usado para articular uma história de usuário: “como (usuário disso), posso (fazer uma ação) para que eu possa (ter um benefício)?”

O roteiro poderia ser assim: “como cliente de cartão de crédito, posso agendar um pagamento pela internet para evitar atrasos?”

Post-its em cores diferentes podem ajudar a mostrar processos passo a passo com atividades de apoio. Depois que as equipes desenvolverem histórias de usuários, os Post-its podem ser agrupados em sprints lógicos com cronogramas e estimativas de lançamento.

A natureza altamente visual desse exercício traz o backlog a uma exibição completa e pode iluminar problemas, inconsistências no planejamento, obstáculos, lacunas, recursos fora do escopo, soluções alternativas e riscos. Isso permite que a equipe planeje sua execução posteriormente.

Algumas práticas recomendadas para mapeamento da história do usuário incluem as seguintes:

  • Fornecer ferramentas que auxiliam no processo de visualização: pincéis atômicos, quadros brancos, notas Post-it, adesivos (pontos e estrelas para destacar detalhes importantes).
  • Incluir representantes de clientes que podem contar as histórias do ponto de vista do cliente.
  • Usar modelos para apoiar histórias.
  • Incluir quem, o quê e quando em cada história de usuário.
  • Fazer com que cada história de usuário seja específica o suficiente para ser codificada em uma única iteração.

 

Shai Shandil

Shai Shandil, Agile Coach with Softsolutions, is a Certified Scrum Professional trained by Jeff Patton. He advises, “Teams should be co-located (at least temporarily). The presence of clients or their representatives adds value to the process, and tactile tools (a big wall, painter’s tape, sticky notes, markers) are very useful.”

Clique aqui para obter um exemplo de mapa de história de usuário usado por Shandil e sua equipe.

O eixo x/y: onde designers e desenvolvedores colaboram

Um mapa de história de usuário pode ser apresentado de diferentes formas, mas na maioria das vezes é representado em um visual dinâmico que contém um eixo x e um eixo y. O eixo horizontal (x) contém a ordem sequencial de atividades que um usuário experimenta ao utilizar um sistema. O eixo vertical (y) representa uma sofisticação crescente da funcionalidade. A primeira linha contém a funcionalidade mais básica e as linhas subsequentes se tornam mais complexas.

Você pode usar o modelo abaixo para mapear uma história de usuário. Esta é uma amostra de modelo que você pode completar no Microsoft Word ou recriar usando notas Post-it em uma parede. O número de caixas pode variar de acordo com as atividades que ocorrem ao usar um determinado sistema.

 

 Modelo de mapa de história do usuário

  Baixe o modelo do Word

 

 

Jonathan Roger

Jonathan Roger, Operations Director with AndPlus and Certified ScrumMaster, applies user story mapping when working with clients. “First, we write epics (very large user stories). Once we have the high-level user flow for an application, we order the epics along the top of a board. Under each epic, we place smaller, individual user stories. Each of these represents one way to use the system. The final step is to prioritize in order to define the minimum viable product for our client’s end-users.”

Abaixo está uma amostra de diagrama x/y com o MVP destacado em dourado.

 

user story sample mvp

O trabalho ágil e enxuto de verdade pode começar quando o mapa estiver concluído

Uma vez definido o quadro geral, é útil “percorrer o mapa” com os designers, os desenvolvedores e as partes interessadas. Se os usuários estiverem disponíveis para esse exercício, os resultados se alinharão à sua experiência real. Nesse processo, a equipe analisa o mapa da história do usuário em um esforço para preencher lacunas ou identificar elementos esquecidos, com o objetivo de criar um produto mais forte.

Quando o mapa estiver concluído, é hora do planejamento de sprint e iteração. É aqui que a equipe usa a linguagem e as práticas de Ágil, Enxuta e Scrum para definir cronogramas e colocar o projeto em movimento, desenvolvendo e atribuindo épicos, backlogs e tarefas.

O mapeamento da história do usuário simplifica as metodologias Ágil e Enxuta

O mapeamento da história do usuário sustenta as metodologias de desenvolvimento Ágil e Enxuta. A Ágil depende de pequenos incrementos de trabalho e entrega rápida. O mapeamento da história do usuário permite essa abordagem iterativa criando um backlog de recursos que podem ser agrupados e priorizados.

O desafio do mapeamento da história do usuário: manter o foco

Entender o cliente e suas necessidades requer pesquisa e empatia. Isso pode apresentar desafios e prejudicar ou alterar o planejamento ou as expectativas iniciais da equipe. Você deve pesquisar o mais próximo possível da experiência do cliente. Pesquisas e entrevistas são sempre úteis. Técnicos de atendimento ao cliente, representantes de vendas e designers de UX podem ter mais experiência se colocando no lugar dos clientes e podem ajudar na descoberta.

Abaixo estão alguns desafios comuns do mapeamento da história do usuário:

  • Falta de clareza: conhecer seu cliente-alvo e o problema que sua solução resolve (ou pretende resolver) é essencial antes do início do processo de mapeamento da história do usuário.
  • Localização da equipe: desafios de planejamento, reunião e comunicação podem surgir se as equipes estiverem em locais diferentes e não puderem trabalhar pessoalmente.
  • Documentação: em alguns casos, as conversas iniciais da equipe sobre o que incluir podem não ser devidamente documentadas ou classificadas por importância. Além disso, quadros brancos e notas adesivas podem ser perdidos se não estiverem documentados. Criar o backlog pode parecer um trabalho redundante e se tornar uma pilha discrepante de histórias, aumentando a dificuldade de dar sentido ao projeto.
  • Foco: as histórias podem se concentrar em recursos por outras razões além da aceitação ou necessidade do usuário. O que o usuário final considera imperativo pode ser perdido no oceano de backlogs e nunca aparecer no produto ou ser atribuído como um backlog para uma versão posterior.

Principais ferramentas de mapeamento da história do usuário

O mapeamento da história do usuário começou como um exercício off-line que utiliza simples materiais de escritório e trabalho em equipe para criar uma história que ajude a priorizar projetos de desenvolvimento de produtos. Mas com equipes trabalhando em locais diferentes ou em inúmeros projetos, pode ser hora de tirar o mapa da parede da sala de conferências e colocá-lo on-line. Ferramentas de software podem facilitar a comunicação em todo o prédio ou em todo o mundo. A questão de usar soluções gratuitas ou pagas, como todas as ferramentas, depende do tamanho, escopo e complexidade dos projetos. Várias ferramentas estão disponíveis em fornecedores, como StoriesOnBoard e FeatureMap, baseados em nuvem; Rally, da CA; Jira e a solução Scrum de código aberto, KADOS.

Um dos principais objetivos do mapeamento da história do usuário é pegar as histórias individuais e construir um produto altamente funcional e útil centrado no cliente. Sempre haverá backlogs e lançamentos incrementais, mas aqueles que se concentram em recursos valorizados desfrutam de maior adoção, o que, por sua vez, leva a um maior retorno do investimento (ROI). O mapeamento da história do usuário também fornece uma ponte lógica para as preocupações muitas vezes concorrentes dos designers de software e daqueles que desenvolvem o produto final. Como diz Patton: “O modelo que construímos pode lhe dar uma visão melhor dos recursos do seu software e ajudar sua organização a construir o lançamento inicial mais útil e coerente possível”.

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